Rio de Janeiro, 23 de Setembro 2023 –  Artistas do Haiti, África e do Brasil movimentam a Praça Mauá, próxima ao Cais do Valongo, com percussão, música e dança para relembrar sobre os tempos da escravidão e suas implicações até hoje.

O Haiti ainda sofre a herança da sua violenta história colonial impactada pelos mesmos atores que tentam controlar o futuro do país. O Brasil, que só aboliu a escravidão em 1888 e mais tarde fez uso de políticas imigratórias para ‘embranquecer’ sua população, continua a perpetuar seu legado colonial mergulhado no racismo estrutural que afeta nossas instituições e comportamentos. Negros e Indígenas sofrem abusos de direitos humanos e apresentam taxas de pobreza superiores comparadas aos de brasileiros brancos.

Esperamos com essa cerimonia proporcionar um novo diálogo entre brasileiros e migrantes que hoje chamam nosso país de casa. Temos muito em comum. Com os haitianos compartilhamos nossa ancestralidade da cultura africana e também o sofrimento das consequencias do comercio escravista – a maior migração já ocorrida no mundo.

Essa performance é parte do evento Diálogos: Mudando narrativas sobre migração, resultado da maior pesquisa já realizada sobre migração entre países do hemisfério Sul, que acontece no Museum do Amanhã, neste sábado, dia 23 de Setembro, a partir das 10 horas. O evento, gratuito, é aberto ao público. Basta confirmar presença https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdNkurfLtbAvQ2JKusz1NMBrARXM1Wz6rYbWNE1g9Bp_dbXwA/viewform

Diálogos é uma realização da Universidade Internacional das Periferias (UNIperiferias), financiada pela rede MIDEQ (Desenvolvimento e Igualdade através da Migração) e com coordenação da Peoples Palace Projects do Brasil (PPP do Brasil).

O evento conta com a participação de representante do Ministério da Igualdade Racial, Ministério da Justiça, sociedade civil, e ativistas como Raull Santiago, além de 80 pesquisadores brasileiros, haitianos e de 12 países reunidos no Rio, que estudam seis corredores migratórios do Sul global

  • Haiti – Brasil
  • China — Gana
  • Burkina Faso — Costa do Marfim
  • Jordânia – Egito
  • Nepal — Malásia
  • Etiópia — África do Sul

Foto- Uniperiferias

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

10h – Coffee break e cadastramento do público

10h30 – Apresentação coral haitiano Vozes Sem Fronteiras (ou Vwa San Fwontyè em crioulo)

10h45 – Animação “A História da Migração”

10h55 – Boas-vindas Heaven Crawley, Diretora MIDEQ

11h05 – Apresentação Uniperiferias, Felipe Moulin, diretor Uniperiferias

Lançamento da 9ª edição Revista Periferias- “Acesso a direitos nas migrações Sul-Sul”

11h15 – Lançamento livro: Acesso à justiça Ismane Desrosiers, co-autor do livro

11h20 – Mesa 1: “Raça, migração e democracia”

Mediação: Luiza Mandela, mestra em relações étnico-raciais 

  • Paulo Pacheco, Coordenador de Políticas transversais na Diretoria de políticas de combate e Superação do Racismo Ministério de Igualdade Racial
  • Jailson de Souza e Silva, fundador da Uniperiferias  
  • Faisal Garba, pesquisador África do Sul

12h05 – A potência das artes para transformar narrativas. Apresentação: Toni Cela, pesquisadora MIDEQ Haiti

12h10 – Lançamento animação “A batida não para”

Sinopse: Um haitiano migra para o Rio de Janeiro em busca de uma nova oportunidade para a família. Apesar dos obstáculos, ele segue as batidas do coração para se unir à comunidade na luta por direitos.

12h15– Mesa 2: “Brasil e migração: caminhos para o desenvolvimento”

Mediação: Raull Santiago, ativista e empreendedor

  • Jonatas Pabis- Coordenador-Geral de Imigração Laboral · Ministério da Justiça
  • Renata de Mello Rosa, Diretora Instituto Maria Quitéria
  • Richemond Dacilien, pesquisador  MIDEQ Brasil

13h00 – Performance artística de haitianos e brasileiros.